14 de novembro - Dia Mundial do Diabetes
O Dia Mundial do diabetes foi definido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), e introduzido no calendário em 1991, como resposta ao alarmante crescimento do diabetes em todo o mundo.
Em 2007, a Assembléia-Geral da ONU aprovou a Resolução nº 61/225, considerando o diabetes um problema de saúde pública e conclamando os países a divulgarem esse dia como forma de alerta e os governos a definirem políticas e suporte adequados para os portadores da doença.
O diabetes já afeta cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo. A estimativa é de que, até 2025, esse número aumente para 380 milhões. No Brasil, a ocorrência média de diabetes na população adulta (acima de 18 anos) é de 5,2%, o que representa 6.399.187 de pessoas.
O diabetes representa um alto índice de morte e incidência da doença, além de ter alto custo social e financeiro para a sociedade e os sistemas de saúde. O reconhecimento desse impacto crescente vem determinando a necessidade dos serviços públicos de saúde se estruturarem adequada e criativamente para conseguir enfrentar o problema com eficácia e eficiência.
Desde 2007, está em vigor, no Brasil, a Lei nº 11.347/2006, de autoria do ex-senador José Eduardo Dutra, que dispõe sobre a distribuição gratuita de medicamentos, e materiais necessários à sua aplicação, para o tratamento de portadores de diabetes, reforçando, assim, a garantia constitucional do Sistema Único de Saúde (SUS) de atendimento universal e equânime.
Prevenção
O que caracteriza o diabetes é um aumento da glicemia de jejum e pós-prandial, que resulta da diminuição da secreção de insulina absoluta (como no tipo 1), ou relativa (como no tipo 2), da diminuição da ação da insulina ou de ambas.
Desde 1922, vários autores verificaram a interação da insulina com a atividade física e os seus benefícios. Estudos demonstram que o treinamento pode aumentar a ação da insulina ou diminuir a resistência a ela.
Outras pesquisas mostram que indivíduos fisicamente ativos têm menos probabilidade de desenvolver diabete do que indivíduos fisicamente inativos. Sem contar que o exercício pode ser benéfico no controle do estresse, considerado bastante negativo para o controle glicêmico.
Além da atividade física, é recomendada uma alimentação rica em fibras, encontradas principalmente na aveia, farelo de trigo integral, quinoa, linhaça, frutas, verduras, legumes, feijão, pães e cereais integrais.
Estudos têm mostrado que o consumo de fibras acima de 20g/ dia melhora a sensibilidade insulínica e reduz processos inflamatórios em indivíduos acima do peso.Assista ao vídeo do Dia Mundial do Diabetes, com a cantora Paula Toller.
